Sonhos


 

Sonhos  o silêncio  suspenso

dos seus sonhos  desfaz a matiza 

a  promessa de um beijo poema

que grita conjugo a placidez  das

 manhãs sob a claridade de um tempo


o teu corpo na paisagem  desarrumada

dos meus dedos e o riso do mundo que

não cabe  na intimidade politica de um 

beijo se o vento desde o longe ao perto

 vem sem pólen


vestígios de tempos e as gaivotas 

não trazem  o tiracolo


as nuvens nu  chamo por ti

se o mar è breve instante onde

os sentidos enlouquecem sem

 desespero das palavras 

nu chamo por ti

se o poema è sò um roçar de

 lábios o sal da lìngua

nu chamo por ti naufrágio

subi ao mais alto de mim

mesmo


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