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Mil Palavras a Doerem

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 Escuro Negrume Mar  Grande Hotel da Bhoèmia  escuro mármore na neve ò virgem negra algures na Europa extravagante  combinação entre o cubismo o Grande  Hotel da Bhoèmia onde me retiro  para dormir num sono profundo que me retira esta dor nega - me o pão o ar a luz a primavera mas nunca me negues o amor e o teu sorriso amo - te  minha esbelta princesa ò virgem negra porque tens essa virgem escura na fachada  de madeira procedente das cruzadas a minha dor è nada comparada com a tua

O Cego e a Guitarra

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O cego e a guitarra o ruído vário da rua passa alto por mim que sigo vejo cada coisa è  sua oiço a cada som è consigo  sou como a praia a que invade  um mar que torna a descer ah nisto  tudo a verdade è sò eu ter que morrer  depois de cessar o ruído não  não ajusto nada ao meu conceito perdido  como uma flor na estrada cheguei  à  janela porque  ouvi cantar è um cego e a guitarra que estão a chorar ambos fazem pena são uma coisa sò que anda pelo mundo a fazer ter dò eu tambèm sou um cego cantando  na estrada è maior e não  peço nada                  

Canção de amor

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 dedicado a Ana Pereira Cantaria  mesmo que tu não existisses porque haveria de doer a alma a tua ausência faria amor com as palavras eu  cantaria mesmo que tu não existisses porque  haveria de doer a alma a tua ausência por isso canto alegre ou triste canto como se a cantar tocasse a tua boca ainda antes da tua presença doeria mesmo depois da  morte eu cantaria mesmo que tu não existisses ò  minha amada doce companheira eu festejo o teu corpo como um rio onde exausto chegarei ao mar sim eu cantarei mesmo que tu não tivesses porque nada eu direi sem o teu nome porque nada existe além da tua vida da tua pele macia dos teus olhos magoados assim quero contar - te meu amor para além da morte

NUVEM

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  Nuvens              Pousa  a cabeça no ricaço do meu sorriso meu amor e embala - me o olhar numa canção de maresia uma a uma  as nuvens que sobravam pelo quarto apagam - se um a um os silêncios incontroláveis das   sombras desfazem - se  e as violetas temidas que  enfeitam

Junto ao Rio

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 Junto  a curva do rio dos teus cabelos não aquáticos esperei pelo sabor do cheiro da manhã  que desagua em ternura e onde corre o vento das tuas mãos  aliadas na desordem do desjo alinhadas e  foi tambèm no alto de mim junto ao ultimo pensamento não coral antes o estado mar  cinza nunca borboleta que naufragou este sonho feito de madrugadas soletradas em ritmo de lençóis lisos de ti os naufrágios não interrompem os sonhos     

Sonhos

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  Sonhos  o silêncio  suspenso dos seus sonhos  desfaz a matiza  a  promessa de um beijo poema que grita conjugo a placidez  das  manhãs sob a claridade de um tempo o teu corpo na paisagem  desarrumada dos meus dedos e o riso do mundo que não cabe  na intimidade politica de um  beijo se o vento desde o longe ao perto  vem sem pólen vestígios de tempos e as gaivotas  não trazem  o tiracolo as nuvens nu  chamo por ti se o mar è breve instante onde os sentidos enlouquecem sem  desespero das palavras  nu chamo por ti se o poema è sò um roçar de  lábios o sal da lìngua nu chamo por ti naufrágio subi ao mais alto de mim mesmo