Silêncio


 

Uma nuvem  que não sobe e não se desfaz

em pò de sonhos desagua numa manhãs

suspensa  e os pássaros jazem quietos e as 

 sombras desabitam as casas  e os olhos

e o meu corpo apagado de açucenas  

reflecte um silêncio desnudado uma

janela que se abre em pétalas  de sol  

canta o nosso silêncio desnudado

embala o amanhecer insole da ternura

e os sonhos florescem nas minosas e 

as mãos moram em versos e em sonhos

e em sorrisos e o meu olhar pertence as

 gaivotas  em revoada canta o nosso silêncio

desnudado

 em sorrisos e o meu olhar

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