Os meus olhos São um barco de papel galgam o rio perdem as margens e a meio da viagem ganham asas nos frágeis limites de um corcel junto as nuvens o mesmo rio è já outro e os meus olhos inventam nos teus o rumor da água no canto íntimo de um corcel no espelho da planície do rio corpo da terra sagra - se de verão nas tardes desertas de pássaros incendiados e nas estradas incendiadas de desejos da respiração o eco dos instantes que foram meus e teus no ar as cores do jasmim prelúdio de primavera o eco dos passos acordes de um violino suspenso sobre a cidade telhados de saudades o eco dos passos os meus sonhos teus ternura sonhos
Os meus olhos São um barco de papel galgam o rio perdem as margens e a meio da viagem ganham asas nos frágeis limites de um corcel amar a ternura de um olhar como se fossemos um pássaro ou um peixe e entre nòs sobrasse o céu e o mar
Junto a curva do rio dos teus cabelos não aquáticos esperei pelo sabor do cheiro da manhã que desagua em ternura e onde corre o vento das tuas mãos aliadas na desordem do desjo alinhadas e foi tambèm no alto de mim junto ao ultimo pensamento não coral antes o estado mar cinza nunca borboleta que naufragou este sonho feito de madrugadas soletradas em ritmo de lençóis lisos de ti os naufrágios não interrompem os sonhos
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